sábado, 23 de maio de 2015

Projeto Centro Aberto: a busca pela qualidade nos espaço públicos de São Paulo

Um dos membros do REurb realizou uma visita de estudo na cidade de São Paulo e fez um relato sobre a requalificação do centro da maior metrópole da América do Sul. "Pude notar pontuais, porém, PROFUNDAS transformações com estruturas flexíveis, low cost e sem obras megalomaníacas, na consolidação de um lugar a partir da reconquista do espaço. Atrair novas funções, intensificar o uso público, mais pessoas = mais segurança, atividades de permanência."


O projeto Centro Aberto visa à transformação de estruturas existentes no espaço e a renovação das formas de uso, com o objetivo de fortalecer o domínio público em seus locais de atuação.

                                

Requalificar a área central é uma das principais metas da atual gestão e configura-se como um importante passo em direção ao direito à cidade. Testar projetos em escala real não é usual em urbanismo. O processo tradicional consiste na elaboração de desenhos e maquetes reduzidas, que são vistas de cima, de forma impessoal e impenetrável. A ideia agora é ensaiar outras possibilidades de intervenções urbanas: vivenciar as transformações imaginadas, avaliá-las e então torná-las permanentes. 


A qualidade dos espaço públicos exteriores têm um papel fulcral na vida das pessoas, é um local de encontro, onde compartilhamos experiências e partilharmos da mesma cidade. A qualidade desse espaço está relacionada tanto à estética, ao projeto e ao desenho quanto, e fundamentalmente, à sensação de proteção, conforto e prazer.

2º princípio para a criação de espaços públicos de qualidade.

2. CRIE UM LUGAR, NÃO UM DESENHO URBANO

De acordo com o "The Better Block project", se o seu objetivo é criar um lugar de encontros, pensar apenas no design não será suficiente. Para transformar um espaço público pouco utilizado e fazer com que ele se torne um lugar central a uma comunidade, os elementos físicos devem se preocupar em fazer com que as pessoas se sintam bem vindas e confortáveis no local. O objetivo é criar um lugar que tenha um forte senso de comunidade, um visual confortável e também que garanta atividades durante todos os dias da semana, em todos os horários – como fazer compras, comer, tomar um café, ler um livro, encontrar amigos, assistir a um show, etc.

  1. Implemente mudanças físicas que deixem o espaço mais convidativo e acessível, seja adicionando bancos, mesas, plantas e cor, como fazendo melhorias que facilitem e incentivem a circulação de pedestres.
  2. Incentive que os prédios ao redor do espaço tenham fachadas mais ativas e interessantes, colocando letreiros e detalhes que possam ser vistos por pedestres, janelas e vitrines que possibilitem ver o que acontece do lado de dentro, e até colocando mesas na calçada se for permitido – no caso de cafés e restaurantes.
  3. Liste o que pode ser feito no espaço por dia da semana e horário. Se houver horários com poucos usos, pense em formas de torná-los mais atrativos (shows, aulas de yoga, feiras?).  

Mesas e cadeiras + plantas + fachadas ativas: são apenas algumas das ações que dinamizam toda comunidade local.

Fonte: Bela Rua.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Simples vasos de flores e uma linda imagem.

Criada em 1608, a Escadaria de Santa Maria del Monte, na cidade de Caltagirone, na Sicília, possui 142 degraus, que são decorados cada um com uma cerâmica diferente.


Todos os anos, durante o festival da flor de La Scala, milhares vasos de plantas e flores de diferentes espécies e cores são dispostas na escadaria histórica da cidade, encantando à todos os visitantes.


Imaginem se a cidade das sete colinas tomasse alguma iniciativa semelhante? Com certeza teríamos uma Lisboa mais bonita e agradável.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

1º princípio para a criação de espaços públicos de qualidade.


Project for Public Spaces identificou 11 princípios fundamentais para a transformação de qualquer espaço público exterior, desde um largo, uma rua, uma praça, um parque, uma passeio ou qualquer outro local de uso público. 
A seguir, vamos listar cada um destes princípios e esclarecer de que forma eles contribuem para transformar os espaços públicos e atrair as pessoas e seus benefícios para todos que o frequentam.  Sendo assim, o primeiro principio é da participação das pessoas:
 1. O ESPECIALISTA É A COMUNIDADE
O ponto de partida para desenvolver um espaço público é identificar os talentos e ativos presentes na comunidade. Em qualquer comunidade há pessoas que podem fornecer uma perspectiva histórica do local, dar insights valiosos sobre os usos do espaço e até levantar os principais problemas ou a importância do local para quem é da região.
Resgatar essas informações no começo do processo ajuda a criar um senso de propriedade comunitária, que é positivo tanto para quem está desenvolvendo o projeto quanto para a comunidade em si.
  1. Identifique os talentos e as pessoas da comunidade que se interessam pelo espaço.
  2. Pergunte a eles qual é a sua visão sobre o espaço.
Quadro + painel com adesivos + parede com pergunta: formas práticas para entender necessidades e desejos da comunidade.
Imagem: Bela Rua
Imagem: Bela Rua
O ideal é que nesta primeira etapa de aproximação com as pessoas, todo o processo seja INTERATIVO e que reúna todos os membros da comunidade, mesmo os com pontos de vista diferentes. 
Além de funcionar como um momento de coworking, é o momento de todos estarem abertos a iniciativas para melhorar a cidade. Diversos grupos podem se juntam para propagar ações que transformam espaços públicos.
Fonte: Bela Rua.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Lições para um Urbanismo Sustentável: O REurb em Sevilha

Há pouco tempo, um dos membros do REurb visitou a acolhedora e ciclável cidade de Sevilha, em Espanha. Aproveitamos a oportunidade para realizar um breve diário de bordo para analisar o modo como a cidade de Sevilha se relaciona com o cidadão. 

Neste pequeno vídeo conseguimos perceber quem tem prioridade na principal avenida do centro de Sevilha



O peão é tratado como um rei! 

Algo impressionante em Sevilha é a preocupação em oferecer o máximo de conforto às pessoas. Nas áreas centrais, há muita arborização – duas filas de árvores bem próximas, formando um cordão espaçoso de zonas sombreadas para a circulação de peões e ciclistas – e passeios largos, com pavimentos confortáveis e seguros, adequados para pessoas que utilizam cadeira de rodas, carrinhos de bebé, trotinetes, skates, patins, e claro, para a bicicleta! 



Em cada esquina, há uma praça arborizada. Nos locais onde não existem árvores, são colocados toldos em lona semitransparente, dispostos de um lado ao outro da rua, para reduzir, consideravelmente, a luminosidade e o calor do sol durante os verões quentes.


Além disso, existem espelhos d’água,fontes, bebedouros e micro pulverizadores de água, para aumentar a humidade do ar e diminuir o calor escaldante no verão.


Nas zonas pedonais verifica-se um movimento intenso. Encontram-se muitos idosos, pessoas com acessibilidade reduzida e famílias com crianças a brincar.



Foram removidas cerca de 5 mil vagas de estacionamento de veículos e retirada uma das faixas do sistema viário para ampliação dos passeios. 

Essa infraestrutura está presente nas principais avenidas e foi definida uma política de coexistência na via pública, com a restrição de veículos e a redução da velocidade dos mesmos, para além de campanhas educativas.



Os esforços para tornar a bicicleta numa alternativa de transporte sustentável e viável são uma realidade em Sevilha, que já integrou a bicicleta a sua paisagem urbana e obteve o quarto lugar no ranking das 20 cidades mundiais mais amigas da bicicleta, como informa o site Greensavers, em maio deste ano. Além de ganhar visibilidade entre os circuitos turísticos pela facilidade de visitar a cidade a pé ou de bicicleta, e pela valorização do espaço público, comércio de rua e a praças movimentadas.


Como mudar as nossas cidades?
Para tornar uma cidade mais humanizada e amiga das bicicletas e das pessoas, é preciso exigir dos políticos, sem medo de tentar o novo e de contrariar setores acomodados da sociedade. Também é importante que os cidadãos participem das audiências públicas e se envolvam nas mudanças na cidade que beneficiem pessoas, não automóveis ou mercado imobiliário.




Como em toda mudança de cultura, haverá forte resistência. Da maneira que a cidade está, todos já sabem como funciona e a maioria se adapta à situação ruim; com o anúncio de grandes mudanças, vem o receio de parte da população de não se conseguir adaptar à nova situação. Em especial o setor do comércio e restauração, que é dirigido hoje aos clientes que chegam de carro.


É importantíssimo esclarecer que os clientes são as pessoas e não os automóveis, eliminando o receio de que menos carros signifique falta de clientes. O ciclista também é consumidor, e sua cadeia de procutos e serviços geram muitos empregos.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

The Dancing Traffic Light

E se o semáforo vermelho dançasse à sua frente, ficaria parado à espera do verde? 


A SMART lançou uma campanha "For more safety" para os peões ficarem parados quando o sinal está vermelho, e atravessarem em segurança apenas quando está verde.

A campanha, feita na cidade de Lisboa, no Rossio, levou a que mais de 80% das pessoas ficassem paradas no passeio, à espera do verde para atravessar a rua. 



Com o lema "Ideias inteligentes tornam a cidade num local mais agradável", a SMART conseguiu atrair atenção para a segurança dos peões nas estradas na cidade de Lisboa. 


sábado, 27 de dezembro de 2014

Top 10 capitais mais "verdes" do mundo em 2014

Com o ano de 2014 a chegar ao fim decidimos trazer para o blog o top 10 das cidades mais verdes do mundo. A 4ª edição do "Global Green Economy Index" publicado pela DualCitizenLLC,
fez uma análise aprofundada a 60 países e 70 cidades para perceber o que estão a fazer para desenvolver economicas "eco-friendly". Now we’re going to check out the world’s ten greenest and most sustainable cities. Scandinavia, an encore! Confira em baixo o top 10 no qual 4 das cidades estão localizadas em países nórdicos!

1. Copenhaga
Esta metropolis com cerca de 2 milhões de habitantes em que as suas infraestruturas foram desenhadas para serem usadas por bicicletas ou a pé em vez do automóvel, tem por objectivo de reduzir as emissões de carbono para zero até ao ano de 2025. 


2. Amesterdão
Toda a gente anda de bicicleta em Amesterdão e isto já acontece há decadas, o que faz dela uma das cidades mais amigas da bicicleta. Na verdade, existem mais bicicletas que pessoas!



3. Estocolmo
Foi a primeira cidade a vencer o prémio "European Green Capital", é uma das cidades mais limpas do mundo e tem por objetivo até 2050 não necessitar de combustíveis fósseis.


4. Vancouver
Apesar de densamente populada e cara o clima ameno faz com que seja um local ótimo para se viver. É a cidade mais limpa do Canada e uma das mais limpas do mundo.  


5. Londres
A cidade tem trabalhado ativamente para limpar a imagem da Revolução Industrial que ainda está associada, para isso tem reduzido as emissões de gazes com efeito de estufa e criado mais espaços verdes.



6. Berlim
A capital da Alemanha tem percorrido um longo caminho par a sustentabilidade.



7. Nove Iorque
Pode parecer surpreendente para alguns mas, as emissões de gazes com efeitos de estufa são bastante reduzidas para uma cidade desta dimensão. 


8. Singapura
Em 1992 foi criado o primeiro plano verde de Singapura que tem por objetivo, até metade do século XXI, ter desperdício 0 em aterros. 


9. Helsinki
À semelhança de outras cidades escandinavas, a capital da Finlândia encoraja o uso de bicicleta e transporte público aos seus cidadãos. A cidade tem trabalhado pela sustentabilidade desde a década de 50 através de programas de eficiência energética e o Plano de Acão sustentável adotado em 1992.

 


10. Oslo
A capital da Noruega é uma das 4 capitais escandinavas presentes no top 10.  O governo da cidade tem um Plano estratégico para o Desenvolvimento Sustentável que inclui um programa para protegeros arredores verdes da cidade.